O que comem os ciclistas profissionais durante uma corrida?

Já alguma vez se perguntou como é que os ciclistas profissionais conseguem manter a energia durante corridas que duram várias horas?

Numa etapa de uma Grande Volta, os ciclistas podem passar entre 4 e 6 horas em cima da bicicleta. Manter um esforço intenso durante tanto tempo exige muita energia. Por isso, as equipas profissionais planeiam cuidadosamente não só os treinos, mas também aquilo que os seus corredores comem e bebem durante cada corrida.

Atualmente, alguns ciclistas profissionais conseguem consumir até 120 gramas de hidratos de carbono por hora durante a competição.

1. Como é possível consumir 90 a 120 gramas de hidratos de carbono por hora?

A nutrição no ciclismo evoluiu bastante nos últimos anos. Enquanto anteriormente era mais comum consumir entre 30 e 60 gramas de hidratos de carbono por hora, os atletas de elite procuram agora quantidades superiores.

Nas corridas longas e exigentes, o consumo de cerca de 90 gramas por hora está a tornar-se cada vez mais habitual entre os profissionais. Alguns corredores conseguem chegar aos 120 gramas por hora depois de treinarem o sistema digestivo para tolerar essa quantidade.

Os hidratos de carbono são uma importante fonte de energia para os músculos. Quanto mais longa e intensa for a atividade, maior será a necessidade de energia do organismo.

No entanto, 120 gramas por hora não são adequados para toda a gente. O sistema digestivo precisa de se adaptar gradualmente a estas quantidades.

2. O que comem os ciclistas profissionais durante as corridas?

Os alimentos consumidos durante uma corrida devem fornecer energia e, ao mesmo tempo, ser fáceis de transportar e consumir enquanto se pedala.

Entre as opções mais comuns encontram-se:

Géis energéticos

Os géis energéticos contêm hidratos de carbono concentrados em pequenas embalagens. São fáceis de transportar e consumir rapidamente, sendo especialmente úteis nos momentos mais intensos da corrida.

Bebidas desportivas

As bebidas desportivas fornecem líquidos e hidratos de carbono. Alguns produtos também contêm eletrólitos que ajudam a repor os minerais perdidos através da transpiração.

Bolos de arroz

Os bolos de arroz são bastante conhecidos na alimentação dos ciclistas profissionais. São normalmente preparados com arroz e outros ingredientes, oferecendo uma alternativa prática para quem prefere alimentos sólidos.

Barras energéticas e outros snacks

As barras energéticas, as bananas e outros alimentos fáceis de consumir também podem fazer parte do plano alimentar, dependendo da duração da corrida e das preferências do ciclista.

3. Como conseguem consumir 120 gramas de hidratos de carbono numa hora?

Não é necessário obter todos os hidratos de carbono de um único produto. Os profissionais combinam diferentes fontes.

Por exemplo, um plano alimentar para uma hora pode incluir um gel energético, uma bebida desportiva rica em hidratos de carbono e um alimento sólido.

A quantidade total depende do teor de hidratos de carbono de cada produto.

Além disso, a combinação de diferentes tipos de hidratos de carbono, como a glucose e a frutose, pode ajudar o organismo a absorver quantidades maiores durante o exercício.

4. O que comem os ciclistas profissionais antes e depois de uma corrida?

A alimentação não se limita ao tempo passado em competição.

Antes da corrida: Os ciclistas consomem refeições ricas em hidratos de carbono, adaptadas à duração e à intensidade previstas da etapa. O pequeno-almoço e a refeição antes da partida ajudam a preparar as reservas de energia.

Durante a corrida: Os géis, as bebidas desportivas, os bolos de arroz e outros alimentos fáceis de consumir ajudam a manter o fornecimento de energia.

Depois da corrida: As refeições com hidratos de carbono e proteínas ajudam a repor as reservas de energia e a favorecer a recuperação muscular. Também é importante repor os líquidos perdidos.

5. Os ciclistas amadores também devem consumir 120 gramas de hidratos de carbono por hora?

Não. Não é aconselhável copiar diretamente os planos alimentares dos profissionais sem ter em conta as necessidades individuais.

A quantidade necessária de hidratos de carbono depende da duração e da intensidade do percurso, do nível de treino e da tolerância digestiva de cada pessoa.

As recomendações gerais de nutrição desportiva incluem:

Aumentar a quantidade demasiado depressa pode provocar desconforto gastrointestinal. É preferível experimentar a estratégia alimentar gradualmente durante os treinos.

Conclusão

O desempenho dos ciclistas profissionais não depende apenas de pernas fortes e treinos intensos. Receber a quantidade certa de energia no momento adequado também é uma parte fundamental da competição.

Os géis energéticos, as bebidas desportivas, os bolos de arroz e os planos alimentares cuidadosamente organizados ajudam os profissionais a manter um ritmo elevado durante horas.

Antes do teu próximo percurso longo, pensa também na tua alimentação. No ciclismo, saber gerir a energia pode ser tão importante como a força física.